Blog sobre Psicologia,Psicanálise,Cultura e Sentimentos!

Últimas

KEHL

“A capacidade de estabelecer “relações de compreensão” que correspondam a uma “intencionalidade” a partir de uma “imagem ideal do eu”; os progressos individuais condicionados ao progresso dialético do pensamento; a capacidade de reconhecer a si mesmo como responsável pelas consequências de suas escolhas e seus atos e responder por eles perante a comunidade – nossos atos “nos pertencem e nos seguem”, escreve Lacan – capacidades adquiridas ao longo de uma vida em que o sujeito representa a si mesmo como autor de seu destino, tudo isso compõe a personalidade.

“O que se entende quando se afirma que alguém tem personalidade”, afirma Lacan, tem a ver com a autonomia da conduta daquele que se responsabiliza perante os demais tanto por suas intenções quanto pelas consequências de seus atos.” (KEHL)

Thoughts will loose…

Aprendendo que há surpresas,que não há nada garantido, que há altos e baixos e que a gente precisa ser forte.Todos nós passamos por problemas em nossas vidas.Mas,uma hora, tudo volta a ser ótimo de novo.A vida é feita de mudança e crescimento.

Em certos momentos me pego pensando no que é realmente importante para nós no amor a dois.
Na minha vida corrida, e cheia de animações, encontros e desencontros eu vejo alguns amigos preocupados em encontrar um namorado bonito, sendo para muitos o critério principal a famosa frase “oh amigo, estou apaixonado, ele é tão bonito”.
Outros procuram um namorado que tem ascensão social, e ter uma boa formação ou um carro do ano é o critério absoluto para começar a imaginar uma idéia de uma relação para muitas pessoas.
Só não consigo entender o porquê o dinheiro ou os bens
Todos nós estabelecemos critérios sim, mas me pego perguntando o que é realmente necessário para se ter uma relação que vale a pena.
Preocupo-me que às vezes acabamos por inverter valores das coisas, e acabamos perdendo muito por aí.
Acho que é necessária para se ter uma boa relação, o carinho, o cuidado com o outro, a amizade, o desejo franco de querer bem a outra pessoa. A aparência, o status social, o titulo acadêmico é realmente importante para você gostar de alguém?
O que é necessário para gostar de um ser humano?

Jamais tente compreender a felicidade. É preciso suportar o inusitado dela, mesmo se você não compreende o que está acontecendo! Com medo de que a felicidade acabe, as pessoas ficam tentando descobrir a receita para repetir exatamente o que aconteceu, na tentativa de aprisionar o momento feliz. Mas toda vez que se constrói uma prisão, a felicidade acaba.

Perdas

Somos sujeitos reprimidos pelo proibido e limitados pelo impossível que buscam se adequar aos seus relacionamentos imperfeitos. Vivemos de perder, abandonar, desistir e, mais cedo ou mais tarde, aprendemos que não há escudo contra as perdas e as dores que as acompanham. Somos sujeitos condenados a lidar com as perdas necessárias.

A estrada da vida é pavimentada de perdas e por mais inteligente que sejamos, temos que perder. Até nos sonhos que nos damos ao direito de sonhar e nos nossos relacionamentos mais importantes, precisamos nos defrontar com o que jamais teremos nem seremos, pois por mais que amemos, somos totalmente incapazes de oferecer qualquer abrigo contra as marcas do tempo, contra a velhice, contra a dor, contra as perdas necessárias.

Se considerarmos que cada perda pela qual passamos é um limão que a vida nos dá, se vamos amargar até a última gota, se vamos fazer limonadas ou caipirinhas se, quando forem muitos, vamos aprender a fazer malabaris, depende de cada um.

Jorge Forbes

Baseado na Entrevista do Psicanalista Jorge Forbes….

Concordo que o amor é um encontro por acaso. A essência do relacionamento não se pode prever e nem medir.

“Tenho medo da dependência” é outro clichê moderno para fugir da intimidade emocional.

Atrás dessa frase há sempre uma pessoa querendo muito ser dependente. Ao encontrar alguém aparentemente disponível, agarra-se a ela como garantia de segurança emocional, econômica, social, espiritual… mas isso não é felicidade.

Há sempre uma diferença radical entre dois parceiros: amor é o nome que se dá à ponte que recobre temporariamente essa distância entre eles. Mas a diferença sempre vai reaparecer, é inevitável. A felicidade é tênue, um encontro provisório. Não é standard, nunca é fixa.

Tratar a relação amorosa como um tapa-buraco para as dificuldades da vida é exigir demais do parceiro, que acaba tendo uma responsabilidade que desconhece e com a qual não pode arcar. Relacionamento amoroso ajuda, sim, mas indiretamente: fornece energia e entusiasmo para enfrentar a vida.

O que precisamos saber para amar e ser feliz?Que não existe garantia. Todo amor é um contrato de risco e nisso reside sua graça e sua desgraça. Graça, quando contribui para aumentar o entusiasmo na vida. Desgraça quando deixa a pessoa desarvorada.

Felicidade é uma responsabilidade pessoal. Pessoal e intransferível. Quem espera que o outro lhe traga a felicidade é porque se acomodou. Colocou o parceiro no lugar da mãe que levava o Toddy na cama.

Quando se gosta de alguém, a tendência é ficar vulnerável. Amar é suportar ser ridículo. A partir dos 30 anos as pessoas estão escaldadas, já tiveram decepções amorosas. Daí o medo. Mesmo assim, vale a pena arriscar novamente, ainda sabendo que pode se ferrar de novo. Mas se a pessoa só se ferra, é hora de desconfiar de suas más escolhas. Tem gente que tem prazer em sofrer.

Jorge Forbes

Eu,Freud e o Amor

No rastro da sexualidade caminha o amor ou, como queiram, no rastro do amor caminha a sexualidade.

Assim como a meta da pulsão é satisfazer-se a meta do amor é encontrar-se.

Essa busca incessante aparece no discurso de muita gente das mais diversas  formas, todos desejam, em última instância ser amados.

Todas as histórias narradas podem ser lidas  como histórias de amor.

Numa composição binária: atividade e passividade, sadismo e masoquismo, paixão e recato, procura e espera, amar e ser amado, cada um à sua maneira e todos numa mesma composição, desenvolvem o drama de suas paixões num palco cercado pôr quatro paredes.

“Por uma lógica singular, o sujeito apaixonado percebe o outro como um Tudo (a exemplo de Paris outonal), e , ao mesmo tempo, esse Tudo parece comportar um resto que não pode ser dito.

E o outro tudo que produz nele uma visão estética: ele gaba a sua perfeição, se vangloria  de tê-lo escolhido perfeito; imagina que o outro quer ser amado como ele próprio gostaria de sê-lo, mas não por essa ou aquela de suas qualidades, mas por tudo, e esse tudo lhe é atribuído sob a forma de uma palavra vazia, porque Tudo não poderia se inventariado sem ser diminuído: Adorável! não abriga nenhuma qualidade, a não ser o tudo do afeto.

Entretanto, ao mesmo tempo que adorável diz tudo, diz também o que falta ao tudo;  quer designar esse lugar do outro onde meu desejo vem especialmente se fixar, mas esse lugar não é designável; nunca saberei nada; sobre ele minha linguagem vai sempre tatear e gaguejar para tentar dizê-lo, mas nunca poderá produzir nada além de uma palavra vazia, que é como o grau zero de todos os lugares onde se forma o desejo muito especial que tenho desse outro aí (e não de um outro).”

De uma certa maneira poderíamos dizer que o apaixonado engolfa a pessoa amada.

O ser amado passa a ser a causa animadora dos desejos do ser apaixonado.

Na ilusão de um ser total, completo, no qual nada falta, que lhe pode dar tudo e negar nada.

Podemos ver aqui, uma suposta causa de inúmeros sofrimentos de amor, onde o ser apaixonado tenta alcançar no outro algo impossível, um gozo impossível.

Por isso o  assassinato ‘por amor’ talvez reflita um anseio, uma tentativa desesperada, de atingir o outro em sua  imaginada, desejada ‘essência’.

O amor em Freud nos leva a pensar o amor como repetição, estamos inseridos numa cadeia de imagos, marcados pelas impressões infantis, das quais não podemos nos furtar. “Quando amamos não fazemos mais que repetir; encontrar o objeto é sempre reencontrá-lo e todo o objeto de amor é substitutivo de algum objeto fundamental prévio à barreira do incesto.”

Pensamentos ao léu

Eu queria tanto receber uma surpresa boa nesses dias.

Afinal, toda surpresa deveria ser boa, por que se não for boa, não poderia ser chamada de surpresa.

São poucas as pessoas que conseguem ter uma vida regada de novidades, que tenham possibilidades de poder conhecer o mundo, as coisas, as pessoas e os verdadeiros sentimentos.

A maioria de nós ficamos presos no dia a dia de uma vida de obrigações que foi feita para que consigamos manter nossas obrigações.

Trabalhamos para comer, para viver, para morar, para poder fazer alguma coisa que dure em alguns momentos de folga.

Falta-se no mundo a possibilidade de uma vida livre. Nascemos preso já a tantos contratos e expectativas que a medida que vamos crescendo descobrimos que não fomos e não seremos quem realmente desejamos ser, por que na verdade nem sabemos quem queríamos ser, pois já nos ensinam o que devemos ser.

 

Ainda não consigo dar nome a essa sensação. Só sei que é uma sensação de querer desprender de todas as coisas que me prendem a uma vida que não passa de comum. Lutamos tanto para viver sempre do mais do mesmo, e ficamos presos a um labirinto que percorre o mesmo caminho.

 

Então sentiremos falta das mesmas coisas, dos mesmos gostos, dos mesmos momentos, dos mesmos pecados, e faremos os mesmos erros com as mesmas pessoas.

 

A vida humana é baseada em uma linha fina construída sobre sentimentos e pelo nossa imaginação, firmada pela esperança, pelos nossos sonhos e nossos desejos, isso quer dizer, que nossa existência é baseada no vazio, em algo que não é concreto, em algo que não é real, mas que apenas desejaríamos que fosse.

 

Eis o sentimento de insegurança que me inspira pela vida toda. 

 

 

Sociedade do Espetáculo

O sistema econômico fundado no
isolamento é uma produção circular do
isolamento.

O isolamento fundamenta a técnica,
e, em retorno, o processo técnico isola.

Do automóvel à televisão, todos os bens
selecionados pelo sistema espetacular são
também as suas armas para o reforço constante
das condições de isolamento das «multidões
solitárias».

O espetáculo reencontra cada vez
mais concretamente os seus próprios
pressupostos.

Trecho do Livro: “Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord ( 1931-1994)

Invenção e Responsabilidade – Jorge Forbes

Nesse mundo de hoje, só duas opções: espetáculo ou genérico. Genérico é ser igual a todo mundo, na ordem unida, tal como as geladeiras: todas brancas e ninguém sabe a marca. Espetáculo é um problema. Requer dois movimentos fundamentais, que sintetizo na sigla cheia de futuro: IR. IR de Invenção eResponsabilidade. Sendo que vivemos um mundo despadronizado, no qual faltam referências ao homem que se vê desbussolado, no qual nem o Édipo sobrevive como chave universal, em vez de cada um se medir frente a um padrão, que não há – pois não há um, mas inúmeros – somos levados a inventar uma resposta singular e passá-la responsavelmente no mundo.

Faz sentido?

O enorme sucesso da farmácia dos distúrbios emocionais se deve ao fato de

o mundo ser, precisamente, encantado. Se fôssemos seres não vibráteis, se não tremêssemos diante da presença musical do outro, se pudéssemos agir maquinicamente, a psiquiatria não estaria como agora, incomodando a medicina. Psiquiatria e psicofarmacologia são parasitas da nossa imprevisibilidade constitucional, o fator x que nunca permite haver uma medicina completa, isto é, sem a psiquiatria.

A falta de sentido na vida  é tão grande, que essas crenças são facilmente flagradas como tapa-buracos.

Flagramos não só a aposição de sentidos ao inexplicável como tapa-buracos, como também a própria insuportabilidade da falta de sentido; o que, por conseguinte, explica todas as crenças mágicas: “tenho um sexto  sentido me dizendo que vou passar na prova”, “eu sei que ele(a) me ama”, “um dia tudo vai melhorar”, “nós  venceremos”, são maneiras de suplantar a instabilidade do mundo.

 Temos então essas duas condições do encantamento: a falta de sentido e, como contraposição, o apego ou a resistência dos sentidos. Posso chamar ao primeiro de “angústia” e ao segundo de “imaginário”. Viver no  equilíbrio entre a angústia, insuportável, e o imaginário, equivocado, é uma arte dificílima, exigiria uma sorte de desprendimento comprometido, uma alegria intensa e desobrigada, uma consciência de liberdade e um sentido  ético cuja ocorrência é tão rara quanto preciosa. A maior parte do tempo nos metemos em tremendas confusões  emocionais ou então agimos irracionalmente, como operários-padrões do horror ao intolerável.

 É dessa forma que aparecem os cigarros que nos fumam, não os cigarros que fumamos; os amores que nos têm, não os amores  que temos; o dinheiro que nos controla, não o controle que temos do dinheiro; a religião que nos possui, não a  que possuímos. Todos os auto-enganos mediante os quais esperamos iludir e aplacar nossa consciência.

É curioso o fato de que gostamos tanto de ter  amigos, por ser sofrida a solidão, que passamos a  freqüentar sempre as mesmas pessoas de todos os dias, e, em pouco tempo, adotamos imperceptivelmente um  comportamento tribal. Vejo sempre em festinhas por aqui como geralmente as pessoas estão conversando e se divertindo entre si sem jamais se misturar ou se perder entre desconhecidos, apesar do evento ser, como diz o nome, uma “festa”.

Às vezes o medo ao desconhecido é tão grande que a pessoa mal consegue disfarçar a rigidez  corporal quando é surpreendida pelo estranho. Tem gente que louva o comportamento tribal, mas é inegável que  ele se faz ao preço do apagamento da diferença da subjetividade, em prol, é claro, da segurança interna que brinda a identidade social

 

Imagem

Pintura de Jean Jacques Henner retratando a solidão.

Sexta-Feira 13 Mitos e Verdades:

São três as explicações mais conhecidas, mas a mais forte delas tem sua raiz na crença católica:

Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

 

Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.

 

O número 13

 

A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta – até em países cristãos – é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Öndia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda.

 

Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. Reportando-nos agora à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, “E pluribus unum” (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.